sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

ÚNICA APRESENTAÇÃO: "OTIMISMO"


SÁBADO DIA 12 DE DEZEMBRO AS 15HS!!!


(((GRAVAÇÃO DE DVD)))


"OTIMISMO" - DE VOLTAIRE

ADAPTAÇÃO E DIREÇÃO: RALPH MAIZZA

COM: FLÁVIA TÁPIAS; DIDIO PERINI; CELSO MELEZ; TADEU PINHEIRO; WALTER "BATATA" FIGUEIREDO ; CELSO TOURINHO; MARIANA BLANSKI; LEANDRO DERRICO E RICARDO GELLI

ONDE: ESPAÇO DOS PARLAPATÕES, PÇA ROOSVELT, 158

QUANTO: 15R$ (MEIA)

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

...começando a ensaiar hoje "OTIMISMO" para uma única apresentação em Dezembro...



AGUARDEM...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

sexta-feira, 4 de setembro de 2009


BOWIE. TODAS AS TERÇAS AS 21HS!

sábado, 29 de agosto de 2009



QUANTO MAIS APANHAMOS, MAIS OUSADAS SÃO AS NOSSAS PRÓXIMAS JOGADAS! POR QUE?


QUANTO MAIS A VONTADE DE DESISTIR, MAIS REUNIÕES, DISCUSSÕES E PROJETOS SÃO MARCADOS PARA A SEMANA SEGUINTE. INSISTÊNCIA, CORAGEM OU ILUSÃO?


NO MEIO DE UM PAÍS ONDE A ARTE É BUROCRÁTICA, ENTREGUE SEU PROJETO, MAS LEMBRE-SE QUE O CONTATO É MAIS DO QUE NECESSÁRIO, A SORTE TEM QUE VIR EM DOSES CAVALARES, E AINDA TEM QUE TER MUITA REZA. REZE! PARA KARL MARX, PRO UNIVERSO OU ATÉ MESMO DEUS. E TORÇA PARA QUE O "ALTO CLERO" AO MENOS LEIA O ARGUMENTO QUE VOCÊ LEVOU MESES PARA PLANEJAR!


E LEVE SEMPRE A TIRA COLO: INSISTÊNCIA, CORAGEM E ILUSÃO!


quarta-feira, 19 de agosto de 2009


"Aceita o conselho dos outros,

mas nunca desistas da tua própria opinião"


W. Shakespeare

quinta-feira, 13 de agosto de 2009


E nessa época, quais eram suas maiores preocupações? Descobrir o mundo e se divertir? Sem se preocupar se seu cabelo está penteado, ou se existem milhões de germes nesse chão gelado. Aliás, você nem ficava doente nessa época com tanta facilidade. Não adoecia pois não conhecia o sentido dessa palavra. Mas alguns anos mais tarde sim, você descobriu que o corpo humano é fraco e exposto a muitos problemas.

A natureza nos adoece.

Mas o pior foi descobrir que os homens adoecem os homens. E que a inveja nos corrói; a ira nos envelhece e nosso temperamento ambicioso nos faz esquecer do outro, e muda os rumos do nosso propósito. Aliás, qual era mesmo seu propósito nessa época? Era se divertir? Pois então continue, sempre e sempre pois se não houver mais diversão, nada mais vai ter graça nenhuma!

sábado, 8 de agosto de 2009

O rei da salsicha de Chicago!







O diretor de cinema e roterirista americano John Hughes, autor e diretor de algumas das comédias mais famosas das décadas de 80 e 90, como "Curtindo a vida adoidado" e "Antes só do que mal acompanhado" morreu nesta quinta-feira, aos 59 anos.



...uma perda para nós, fãs de Ferris Bueller!!!



segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Saiu uma matéria sobre "Doce Outono" no site Aldeia Cultural. Matéria bacana feita pelo Sérgio Marcio.
Pra quem tiver curiosidade:


http://br.aldeacultural.com/


E amanhã nossa estréia...



Angélica - O mundo é nosso!

Valquiria - (risos)

Angélica - Que foi?

Valquiria -Você Tá parecendo o Scarface!




quarta-feira, 29 de julho de 2009


_ Bajuladores, há quanto tempo vocês frequentam o mundo???

Bajulador-
Há uns dez mil anos!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

terça-feira, 21 de julho de 2009

O QUE VEM POR AÍ!!

DOCE OUTONO...



Roberta Uhller e Celso Melez


Didio Perini e Fernando Soffiatti


Mariana Blanski e Flávia Tápias
ESTRÉIA 4 DE AGOSTO.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

AUTO RETRATO NO INFERNO

Lembro-me da primeira e única vez que eu vi esse quadro ao vivo e a cores. Foi na bienal de 1996. Fitei-o por muito tempo. Quanto mais eu me aproximava, mais ele me provocava. Um olhar de uma pintura de Munch é o olhar que um ator deve ter em cena. Sempre...

quarta-feira, 8 de julho de 2009

((Dr. House tem uma rixa com outro médico desde os tempos de faculdade, ou seja, mais de vinte anos atrás. Quando descobre que esse médico inventou uma pílula para enxaqueca, House resolve experimentar a droga para comprovar que ela não serve pra nada. House se vinga e o médico fica desmoralizado e perde o patrocínio para fabricar o remédio))

Cuddy – Você fez tudo isso porque estava colando num teste e ele te entregou?

House – Ele é um dedo duro!

Cuddy – Mas foi há vinte anos!

House- O universo sempre empata o jogo.

Cuddy – (pausa) – É mesmo?

House – Não.(pausa) Mas deveria.

domingo, 5 de julho de 2009

"ANTES DE LER O LIVRO QUE O GURU LHE DEU,
VOCÊ TEM QUE ESCREVER O SEU"


RAUL SEIXAS

quinta-feira, 2 de julho de 2009


Tenho envelhecido. Truques não me agradam mais. Tenho procurado lugares calmos. Não tenho nenhuma vocação para lugares tumultuados, com pessoas sorrindo por desespero. Exibindo uma falsa felicidade. Prefiro tomar uma cachaça e observar o mundo. Na minha.

A noite é fulminante de qualquer maneira.

domingo, 28 de junho de 2009

"ANTES DE SAIR PARA ARRUMAR O MUNDO, DÊ UMA VOLTA NO SEU QUARTO"
((Provérbio japonês))


quinta-feira, 25 de junho de 2009

ELE ERA O CARA!


O cara que parecia ser eterno se foi.

Eterno porque era mutável, se adaptava a qualquer geração.

Sua dança imortal vai durar pelos séculos que virão.

Sua música, um "pop" refinado sempre acompanhado pelos melhores músicos (não dá pra esquecer os "rifes" do Slash, por exemplo) vai continuar tocando por aí.

Ele era polêmico, embalsamado em uma porção de lendas.

Difícil de defender, mas impossível não tentar imitá-lo, admirá-lo

A imaginação e a fantasia percorriam as veias não só do artista, mas também do homem.

Sofreu sim, muito, tenho certeza. O dinheiro fez jus ao ditado e não lhe trouxe tanta felicidade.

Foi solitário e dançava para milhões e milhões...

E nunca o deixaram quieto, sossegado no seu canto. Era o preço por ser tão mágico.

Será que agora finalmente vão deixá-lo em paz? Acho que não...




E hoje também se foi a bela Farrah Fawcet...

segunda-feira, 22 de junho de 2009


Tenho passado os últimos dias escolhendo a trilha da nossa próxima peça. É um trabalho minucioso. Não é fácil colocar uma trilha num espetáculo. Em primeiro lugar não pode ser apelativa, porque senão transforma a cena num pastelão digno de novela. Em segundo lugar não pode ser óbvia. Não gosto de usar músicas que ficaram marcadas em algum filme numa peça de teatro. É um plágio grosseiro muitas vezes. Já, já fiz sim, Já usei certas músicas que pensando bem, não utilizaria novamente...hoje aprendi. Ano passado usei uma faixa do filme “Barry Lyndon” na peça “Otimismo”, mas era intencional, eu estava replicando a cena do filme.
Existem diretores tão bons, tão precisos, mas que na hora de escolher a trilha, caem em filmes como “Réquiem para um sonho”; “Pulp Fiction”; “O bebê de Rosemary”; como se o público não fosse reconhecer as músicas. Mas cuidado, porque quem se interessa reconhece, e automaticamente relembra o filme e compara com o que está vendo, e o sentido provavelmente não vai ser o mesmo, então o tiro sai pela culatra.
Com muita dor no coração, acabei de cortar uma faixa que iria rolar no espetáculo. Um dia ainda faço uma trilha só com músicas que não entraram nos meus espetáculos. Isso é uma outra característica da boa trilha, saber se desapegar de uma música que você adoraria colocar de alguma maneira, mas que não se encaixa. Simplesmente não se encaixa. Não é o seu particular gosto musical que tem que ser inserido num espetáculo, mas algo que corresponda a imagem, que jogue com a cena. O gosto deve ficar de fora. Se for mau gosto então, aí que tem que ficar de fora mesmo.
Não estou escrevendo aqui com intenção de ensinar ninguém, não me acho o “Ás” da trilha sonora nem nada disso, só estou comentando aqui porque muitas vezes assisto boas peças de teatro que pecam por não cuidarem da trilha sonora com sensibilidade. Acontece também das pessoas assistirem nossas peças e se apegarem a trilha, e perguntarem que banda ou que músico é, e eu acho isso do caralho...demonstra o quanto elas se importam e o quanto a música mexe com as pessoas, e que por essa razão ela deve estar amarrada a proposta encenada, não pode servir apenas para enfeitar o bolo. Ela tem que ter sentido. Na novela não. Num filme do Steven Segal, provavelmente também não. Mas no teatro, com certeza.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

EM BREVE!




"DOCE OUTONO"


TEXTO E DIREÇÃO: RALPH MAIZZA

COM: CELSO MELEZ; MARIANA BLANSKI; DIDIO PERINI

FLÁVIA TÁPIAS; FERNANDO SOFFIATTI E ROBERTA UHLLER



EM AGOSTO...

terça-feira, 9 de junho de 2009

sexta-feira, 5 de junho de 2009

domingo, 31 de maio de 2009

(((Indicação))) - "O ovo da serpente"- 1977


Um filme que nos leva a uma reflexão muito mais drástica do que aquela que crescemos ouvindo sobre Hitler e anti- semitismo.
Mais uma obra brilhante de Bergman, estrelado pela talentosíssima Liv Ullmann e por David Carradine, sim aquele mesmo, o "Bill" de "Kill Bill" do Tarantino...imperdível!


Sinopse: Na Berlim de 1923 arrasada pela Primeira Guerra Mundial, um desempregado consegue refúgio em um apartamento de um cientista, que também lhe oferece um emprego. Porém, aos poucos ele descobrirá uma terrível verdade naquele lugar, e que tudo isso tem a ver com o suicídio de seu irmão.

Nesse ambiente de liberdade pós guerra, faltava ainda muito para surgir o nazismo, mas já se entreviam os traços do monstro em gestação.






Liv Ullmann e Ingmar Bergman
"O Ovo da serpente"
de Ingmar Bergman
com: Liv Ullmann e David Carradine
ano: 1977
recentemente lançado em dvd

segunda-feira, 25 de maio de 2009

" Passamos a vida matando o tempo,
mas é o tempo que nos enterra!"

Machado de Assis

sexta-feira, 8 de maio de 2009

...e o ECAD tá perseguindo a gente. Engraçado, ligaram o nome da peça (Born to be wild) com a famosa música e acharam que a gente tava fazendo um musical! Se pelo menos a família do Chet Baker recebesse os R$14,00 de direitos autorais, eu ficaria feliz, mas certamente só serve para o funcionário do Ecad tomar um ônibus, comer uma empadinha e tomar uma coca...mas é como diz o velho ditado: de grão em grão, ou de borderô em borderô, ou de peça em peça, a galinha enche o papo!
Jogar com a bola dos outros é foda!






















Tomei a liberdade de pegar esse texto do blog do Jarbas:


CPI dos direitos autorais ouve denúncias contra Ecad
Extraído de: Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo - 18 de Fevereiro de 2009


A CPI que investiga possíveis irregularidades praticadas pelo Ecad " Escritório Central de Arrecadação e Distribuição " ouviu nesta quarta-feira, 18/2, autores e pessoas envolvidas com direitos autorais, que fizeram denúncias sobre a "quadrilha que impera no Ecad há 50 anos", segundo palavras de Waldemar de Jesus Almeida, presidente do Sindciesp " Sindicato dos Compositores e Intérpretes " e autor de centenas de músicas, mas que não recebeu nada do Ecad no ano passado, apesar de ter vários sucessos entre suas criações. Almeida, que usa o nome artístico de Carlos Mendes, referendou as acusações do depoente anterior, Mário Henrique de Oliveira, presidente da Atida, que acusou o Ecad de arrecadar, mas não pagar. Segundo Mário, o Ecad cobra (ou negocia a cobrança) sem nenhum critério, sem planilha que apóie a cobrança e sem controle do que será distribuído para os autores. "Direito autoral no Brasil é uma bagunça" e as CPIs anteriores não deram em nada por causa do poder de persuação do Ecad que, segundo Mário, age nos bastidores.
"Em novembro de 1995, foram concluídas as investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito que ficou conhecida como a CPI do ECAD. Foram encaminhadas à Polícia Federal e aos Ministérios Públicos federal e estaduais cópias do relatório final onde existem veementes indícios de ilícitos penais como: Falsidade Ideológica, Sonegação Fiscal, Apropriação Indébita, Enriquecimento Ilícito, Formação de Quadrilha, Formação de Cartel e Abuso do Poder Econômico, entre outros, com indigitamento dos seus autores e farta documentação.Passados quase dez anos, a sociedade brasileira ainda não foi totalmente informada das providências tomadas. A situação dos autores e usuários do Direito Autoral continua praticamente a mesma. Estes, os usuários, pagam preços exorbitantes, sem qualquer critério racional; aqueles, os autores, recebem importâncias ridículas, sem qualquer possibilidade de fiscalização e aferição dos valores que lhes são devidos. Na época, aproveitando o descontentamento generalizado, deputados de diversos partidos faturaram alto prestígio político entre os autores e as entidades que utilizam as obras musicais. Em suas palestras pelo interior do país, costumavam afirmar que a CPI do ECAD cumpriu bem seu papel, mas que a Polícia Federal e o Ministério Público pouco fizeram para solucionar os problemas apontados.”

quinta-feira, 23 de abril de 2009


‘Os Desfamiliados’
“Born To Be Wild” - por Maria Lúcia Candeias

O pessoal que hoje está próximo ou na terceira idade, casou-se, separou-se, juntou com outros e enfim, criou uma variação constante em suas relações afetivas e uma instabilidade familiar antes incomum. Creio que devido a essas circunstâncias os personagens que têm idade para ser seus filhos e que estão nas das peças “Born to be Wild” de Jarbas Capusso Filho e “Um Lugar que Nunca Tive” de João Fábio Cabral se apresentam sem um aconchego do lar junto aos pais, ou seja, sem família, sem raizes.
“Born to be Wild” está em cartaz nas terças-feiras no teatro dos Satyros I às 21h, até 26 de maio. Apresenta três rapazes excelentemente interpretados por Celso Melez, Dídio Perini e Ralph Maizza. Um deles com problemas de drogas e os outros desorientados, sem saber o que querem nem a quem recorrer, sem modelos a imitar ou a contestar. Uma situação dolorosa com a qual o espectador fica empatizado, visto que, todo mundo já se sentiu vez por outra totalmente desamparado, mas não como um estado constante, como parece ser o caso desses moços. A peça íntima - bem escrita como as outras deste autor - que dirige e assina o visual funciona perfeitamente bem, mostrando que ele também tem futuro como encenador. A grande cartada me pareceu uma mochila jogada no chão como se ocasionalmente e que opera como mudança de cenário.


*Maria Lúcia Candeias - Colunas & Notas - 22/04/2009
*Doutora em teatro pela USP e Livre docente pela UNICAMP

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Estréia!!! De 7 de Abril a 26 de Maio!!

* Espaço dos satyros 1 - Pça Roosevelt, 214 - Consolação
Acesso para deficientes físicos - Estacionamento próximo

sábado, 28 de março de 2009

É..


É assim mesmo. O tempo passa, o tempo voa e a poupança Bamerindus...Faliu!

Falamos demais quando deveríamos nos calar.É assim mesmo. A ansiedade matou o guarda e a angústia, o menino.

Encontramos muita gente no caminho. Parceiros que viram amigos, amigos que viram parceiros. Na corda bamba, a casa cai junto com as máscaras. Eu não sei qual é, tb não tenho paciência pra tentar desvendar. Its ok, to be ok...

Naquele tempo era foda. O bicho tava solto e andava lado a lado. Acho que falta.

Blz...

É assim mesmo.

domingo, 22 de março de 2009

Ilusória verdade


Tenho visto amigos ganharem dinheiro. E visto amigos tentando ganhar um tostão.
Amigos tocando, gritando, se contradizendo.

Tenho visto pessoas chorando. Acontece o tempo todo. Algumas arrependidas, outras nem tanto.

Tenho ouvido histórias que me deixam triste. Tem muita gente decepcionando muita gente.

Muitos mostram os dentes. Outros se escondem atrás de uma falsa felicidade. Outros ainda, divulgam o prejudicial.

Não tenho intenção de atingir ninguém em especial com essas palavras.A carapuça vai servir pra muitos infelizmente...

Só sinto que a verdade está sendo distorcida o tempo inteiro, em diversos lugares, na mesma velocidade da internet. A cobiça está corroendo nossas amizades. E a verdade tá sendo inventada e/ou distorcida para atingir mais pontos no ibope. Pro roteiro funcionar, somos obrigados a delirar, aumentar, desfocar.

Outro dia revi "F For Fake" do Orson Welles. Verdades e mentiras como chamamos por aqui.

Quem é o Expert? É o homem que descobre o falsificador? E quando o falsificador engana o Expert com uma pintura perfeita?? Nesse caso ele é mais Expert do que o Expert?


Pra quem ficar curioso: "F For Fake", de Orson Welles, 1974 (último filme do cara) possui uma sequência de imagens rápidas para confundir o espectador sobre o que está acontecendo de verdade e o que está sendo fabricado no filme. Fala da manipulação da imagem. Fala sobre o papel da ilusão no mundo da arte.

quinta-feira, 19 de março de 2009

DestaqueSP - 5 de Mar de 2009

Dramaturgo Jarbas Capusso estreia na direção em peça sobre o fim dos sonhos. A partir de 07 de abril, no Espaço Satyros I.
Comemorando dez anos de carreira, três prêmios e 14 textos encenados nos palcos de São Paulo, o dramaturgo Jarbas Capusso Filho estreia na direção, com o texto inédito Born to be Wild, de sua autoria. Já com alguma experiência em roteiro e direção de curtas-metragens, Capusso conclui que chegou o momento de dirigir seus textos para o teatro.A peça retrata a história de três amigos: Vicente, (resgata carros inadimplentes), Fred (roteirista fracassado e junkie) e Duda (órfão há anos a procura da mãe) que se encontram ilhados numa quitinete no Brasil enquanto um enorme congestionamento deixa a cidade travada. Após a morte de uma grande amiga durante a guerra no Oriente Médio, os amigos mergulham em reflexões, angústias e constatações tardias sobre a inércia cotidiana.

Em sua primeira direção, Capusso, aposta numa estética limpa e fria, apoiada somente no texto e atores. Com um cenário simples, o autor e diretor desenha uma encenação naturalista, com referências no realismo fantástico, o que confere ao espetáculo um clima lúgubre, silencioso e claustrofóbico.




Ficha técnica:Texto, direção, trilha sonora e produção: Jarbas Capusso Filho
Elenco: Celso Melez, Didio Perini e Ralph Maizza
Iluminação: Celso Melez
Arte gráfica: Eduardo Rodrigues
Fotografia: Fabio Figueiredo
Assessória de imprensa: Silvia de Almeida
Serviço:
Born to be Wild
Espaço dos Satyros I
Local: Praça Roosevelt, 214 – Centro
Data: temporada de 07 de abril a 26 de maio de 2009
Horário: terças-feiras, 21h
Recomendação: 12 anos
Preço: R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (estudantes, classe artística e terceira idade); R$ 5,00 (moradores da região da Praça Roosevelt) (11) 3258 6345

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

EM BREVE...



Estamos ensaiando. Enfrentando o tédio, a falta de grana e procurando perspectivas. O Jarbas nos presenteou com um texto complicado e instigante. A produção é dele e não da Curva. Porém, a visão do jogo é a mesma, e ele assim como nós, mata um leão por dia para poder fazer sua arte...

"Born To Be Wild"
Texto e direção: Jarbas Capusso Filho
Com: Celso Melez; Didio Perini e Ralph Maizza


########### Estréia 7 de Abril ###############



Vicente_ Tá cada vez mais difícil acender um cigarro sabia? É o vento, o sereno o vazio das ruas. Onde foi parar todo mundo? E os nossos planos? As nossas idéias impetuosas e cretinamente originais?



sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

SÓLON

...Creso mostrou a Sólon seus tesouros, o palácio, sua familia, no fim perguntou ao sábio se não o considerava o homem mais feliz do mundo. Sólon respondeu-lhe que não, que essa não era sua opinião.
Creso - Diga-me então quem é, a seu ver, o homem mais afortunado do mundo - insistindo.

Sólon- Um ateniense chamado Télis, que teve uma vida próspera, viu com seriedade crescerem os filhos e depois os netos sem jamais perder um sequer. E por fim morreu lutando contra os eleusínios e mereceu de seus concidadãos um monumento fúnebre no local onde heroicamente morrera.

Creso ficou desconcertado pois não podia acreditar que uma pessoa qualquer pudesse ser mais afortunado do que ele que era rei da Ásia, mas conhecendo a fama da sabedoria de Sólon, pediu que lhe desse ao menos o segundo lugar. Sólon então contou outra história:

Sólon - Havia uma sacerdotisa em Argos que tinha que ir com o carro sagrado até o templo de Hera para celebrar um sacrifício, mas, como os bois estavam todos nos campos, não havia animais para puxar o pesado veículo. A cerimônia não podia ser adiada e os filhos da mulher, Cléobis e Bíton, mandaram-na subir no carro, atrelaram-se na canga e puxaram penosamente o veículo até o templo. Comovida com tamanha devoção a mãe pediu que a deusa lhes concedesse o mais lindo prêmio e Hera ouviu a sua prece. Os dois rapazes entraram no templo e ficaram deitados para recuperar as forças depois da exaustiva façanha. Nunca mais acordaram.

Creso _ Só nomeia mortos!? Por que!?

Sólon_ Porque nenhum ser humano pode se considerar feliz antes de superar o extremo limiar, antes de concluir a vida com um saldo positivo. Cada dia pode ser portador de desgraças inesperadas, de indescritíveis sofrimentos e não há tesouros nem poderes humanos que nos livrem deles. Considero setenta anos o limite da vida de um homem. Agora, de todos esses dias compreendidos nos setenta anos, que no total são vinte e seis mil duzentos e cinquenta dias, nenhum nos traz exatamente o mesmo que o outro. O homem não passa de mera vicissitude...quem é muito rico nem de longe é mais feliz do que aquele que vive o dia-a-dia, a não ser que tenha a sorte de acabar bem a vida...

Alguns anos mais tarde Creso foi derrotado numa batalha campal às margens do Hermo pelo exército persa de Ciro o grande. Já estava com os demais prisioneiros amontoados para ser queimado vivo quando, na hora de atearem o fogo, gritou: " Estavas certo, meu hóspede ateniense!" Estas palavras salvaram-lhe a vida, pois despertaram a curiosidade de Ciro, que mandou libertá-lo a fim de saber o que significavam, e desde então o manteve a seu lado como conselheiro.

*Trecho do livro: Akropolis - A grande epopéia de Atenas - Valério Massimo Manfredi

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

...


Será mesmo que você torce por mim? Torce por nós?
Muitas vezes não acredito em suas palavras porque você não pergunta o que eu gostaria de responder sobre a minha vida. Você só pergunta o óbvio e o corriqueiro. E você só fala de você.

Você tem medo de me perguntar sobre meu sucesso de beco, e não suporta imaginar que talvez estejamos na sua frente na corrida. Que corrida?

Acha que tudo conspira contra você. Que todo mundo está falando de você. Você tem que aprender que cada um segue seu próprio caminho. Ninguém tem tempo de pensar em ninguém.

Mas
eu continuo acreditando na sua bondade. Que você sofre de fraqueza mas não de maldade. E aí repentinamente, você me surpreende com palavras doces escritas de modo irregular. E sim, me toca de verdade. Mas tenho que confessar que mesmo assim, ainda não herdou a minha confiança...