quarta-feira, 3 de dezembro de 2008


Sexta feira vamos fazer a última apresentação do ano. A peça é "Fica Frio".


Em 2008 tentamos parcerias que não se consolidaram.


Fizemos novos amigos talentosos que vieram e ficaram mesmo assim. Mesmo sem um tostão.


Colocamos 3 espetáculos em cartaz na raça, e posso dizer com muito orgulho que conseguimos segurar 8 meses de temporada quase sem estrutura nenhuma.


Irritamos muita gente também. Faz bem encarar quem não olha para o próprio umbigo. Eles não esperam e você impõe respeito.


Em 2008 também deixaram a gente na mão. Aconteceu algumas vezes.


Teve gente que nos desrespeitou. Teve gente que desacreditou.


É fácil falar. Falar mal é mais fácil ainda.


Mas pra falar bem tem que ter muita bala na agulha , não é pra qualquer um.


Existe uma característica no ser humano que está em falta no mercado: a imparcialidade.


2008 tá acabando. Eu tô de saco cheio de 2008. Sempre preferi os números ímpares.



domingo, 30 de novembro de 2008

Não, eu não fui!


Queria ter estado lá sim. Eu curto o som do Queen desde que me conheço por gente. O meu pai comprou um cd, quando o cd ainda era um objeto raríssimo. Eu devia ter uns 9 ou 10 anos. Foi alí que eu conheci o Queen. Claro que os shows que rolaram essa semana não eram do Queen na verdade. Mas era o Brian May, era o Roger Taylor e era o Paul Rodgers tão elogiado pelo inimitável Freddie Mercury. Eu queria muito ter ido. Mas o preço do ingresso não tinha graça.

Cara, o mais barato custava R$250,00. E os melhores lugares já tinham dono: eram para "Mauricinhos" que tem conta GOLDEN PLUS nesses bancos da vida, ou para artístas globais. Esse país tá cada vez mais racionado. Nos últimos anos só vê um show bom quem tem muita grana ou pelo menos está disposto a pagar um dinheiro que vai fazer falta certamante. Tá tudo errado. O homem deveria ter direito a ouvir uma boa música, deveria mesmo.
((E tem gente que se recusa a pagar R$10,00 para ver uma boa peça de teatro)).
E pensar que eu já paguei R$12,50 para ver os Rolling Stones na pista de atletismo do Ibirapuera. Isso mesmo, R$12,50. Paguei R$40,00 para ver os mesmos Rolling Stones detonando no Pacaembú na turnê do Voodoo Lounge. Já paguei R$20,00 para ver Deep Purple, Whitesnake, Scorpions, AC/DC. Bons tempos esse, hein!?? E nem faz tanto tempo assim...
Como diria nosso velho amigo Karl Marx:
"Foi-se o tempo em que o grasnar dos gansos poderia mover o capitólio!"
Na foto: Brian May detonando!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008


Tô de saco cheio
da palavra "classe".
Enjoado da frase: e aí, o que você achou?
Com ressaca de debates, discussões e exposições do "eu".
Você não sabe mais do que ninguém.
Sua perspectiva é diferente, só isso.
A natureza é tão perfeita e o tempo passa de acordo com o conforto da poltrona que você está sentado.
Eu gosto mesmo é da chuva. E de assistir
"Fúria de Titãs"; " O Cadillac azul"; "Um tira da pesada", qualquer coisa que me distraia e que no fundo é muito mais inteligente do que qualquer frase sua!
*o desenho acima é um pôster do filme" O Cadillac azul"

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

OTIMISMO fechou sua primeira temporada maravilhosamente bem. Acho que vamos fazer uma sessão extra, mas ainda não sei quando. FICA FRIO tá rolando muito bem também. Tô cansado pra caramba e sem recursos, mas já começo a pensar qual vai ser a próxima investida teatral. Mesmo sem dinheiro não consigo deixar de fazer teatro.Por que será? Teatro é uma droga mesmo. Das mais corrosivas e alucinógenas. Dá pra entender???

"A bola da vez"- 2003 - Essa foi a primeira...um dia desses voltamos com ela.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Me diga, quem está "feito" na vida???

Entro no orkut de uma amiga antiga (dos tempos de adolescência) pois é aniversário dela e por isso deixo aquele scrap quase mecânico com minhas considerações. Aproveito para olhar em seu álbum de fotos e encontro vários camaradas, das antigas, aqueles que na maioria eu nunca mais vi, ou vejo uma vez por copa do mundo. Uns estão casados, com filhos, outros continuam iguais, outros já nem mais estão aqui...partiram precocemente, porque a vida é assim mesmo, uma piada.
Acabo sabendo de um e de outro, e as novidades não são muito diferentes do que eu imaginava. Olho pros meus amigos mais antigos, e dou uma olhada pros meus amigos mais recentes, 96% estão na mesma, ou seja, igual a mim...eu busquei uma profissão complicada pra caralho, nem melhor nem pior do que qualquer outra, porém busquei algo que eu realmente desfrutaria, e o sabor é essencial nas trilhas da vida; sem sabor nada tem sentido.
Acredite, 96% dos meus amigos ainda não estão ricos ou quase ricos, incluindo os que se enquadram perfeitamente no sistema e/ou na tecnologia. Mas mesmo se estivessem, não mudaria minha opinião.
Dinheiro é importante, e eu também vou atrás dele, mas sou implacável com o que eu detesto, isso eu não faço e acho que ninguém deveria fazer. Também não acho certo planejar muito; faça e pronto, assim você descobre, assim você vive...tô cansado de gente que espera alguém no topo do escorregador pra descer junto, porque tem medo de ir sozinho. Eu faço o que eu faço por mim, e não por você, é assim que tem que ser, e quero que você quebre a cara como quiser quebrar, e deixe eu me ferrar como eu quiser...

Vi essa num filme Italiano uma vez: "Se você quer contar a Deus uma piada, conte a ele sobre seus planos!"

P.S - Assista "Otimismo" e "Fica Frio" - entre outras coisas, elas tratam disso.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Re-estréia : FICA FRIO

Mais um espetáculo do singelo banco de dados da Curva volta em cartaz essa semana, trata-se de "Fica Frio" - Uma road peça, de Mário Bortolotto, que montamos ano passado, e que voltamos com ela pra fechar com chave de ouro o ano de 2008!!



Fica Frio - Uma road peça

Texto - Mário Bortolotto

Direção - Didio perini

Com - Marauê Carneiro; Ralph Maizza e Walter "Batata" Figueiredo

Onde: Teatro X - Rua Rui Barbosa 399

Quando - Sábados as 21hs!

Quanto - R$10,00 - (meia)

...e a peça "Otimismo" continua aos Domingos as 20hs também no teatro X até final de Outubro!!!!!



"Otimismo"

Texto - François Marie Arouet ((Voltaire))

Adaptação e direção - Ralph Maizza

Com - Celso Melez; Celso Tourinho; Didio Perini; Flávia Tápias; Marauê Carneiro; Mariana Blanski; Ralph Maizza; Ricardo Gelli; Rui Xavier e Walter "Batata" Figueiredo.

Onde - Teatro X- Rua Rui Barbosa 399

Quando - Domingos as 20hs!! ((até 26 de Outubro))

Quanto - R$10,00 (meia)

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Flutuando

- Jacek Wojszczerowicz era velho, pequeno, jamais foi bonito. Tinha o rosto devastado pelas rugas e uma calvície avançada. Era polonês e ator. Depois de um enfarte, os médicos lhe ordenaram que não atuasse mais. Continuou. Veio um segundo enfarte. Os médicos previram uma morte próxima se continuasse aparecendo no palco. Persistiu: duas vezes por semana, vestido com uma pesada armadura, arrastando o passo como se um segredo bem guardado o oprimisse, era Ricardo III. Dois dias antes, começava a preparar-se para a estréia, alimentando-se somente de caldo e bebendo água. Caminhava de cima para baixo na sua casa, sem deter-se jamais, como se para reafirmar a seu próprio corpo: “Conseguiremos!”
No dia do espetáculo, jejuava como um religioso que se prepara para a cerimônia. Porém, só pensava em alicerçar seu estômago para a fadiga do espetáculo. Às três da tarde, saía de sua casa e se dirigia para o teatro com passo obstinado, murmurando as palavras de seu texto. As pessoas que o viam passar acreditavam que estava bêbado ou louco. Depois , vestia-se com sua armadura. Chegava, então, o momento em que seu olhar vagava além de seus companheiros ou dos espectadores, como se para espiar a morte.
_ “Compreende? Não atuo para o público. Atuo para Deus.”
Em Varsóvia, na escola de teatro, onde vivi meu primeiro dia de aprendizagem, pensava que só os doentes de coração deveriam ser atores.

Eugenio Barba

sábado, 20 de setembro de 2008

QUADROS

Stanley Kubrick

Eu gosto de cinema. É a fonte para o meu trabalho de ator, diretor (e por que não de autor?). Kubrick ainda é meu favorito. A maneira como suas cenas aparecem como "pinturas" em filmes como "Barry Lyndon" e "Laranja mecânica"são geniais. Sim, eu me inspiro nele. Se isso fica ou não evidente nos meus trabalhos de direção não importa, mas eu gosto de pensar que utilizo a obra dele como fonte para minhas idéias. A genialidade de Kubrick é para poucos na história do cinema. Ele é o melhor exemplo para o que eu quero dizer nessa postagem.
"Noite na Taverna" - 2005 - Em cena: Mariana Uchôa; Daniel Sommerfeld e Monalisa Dantas

Eu gosto de ver "quadros" no teatro. É um dos signos mais interessantes. O teatro não deixa de ser uma grande moldura, onde se insere fantasias, sonhos, delírios.
(((nos séculos passados, os burgueses brincavam de ficar estáticos como "quadros vivos" imitando pinturas famosas, como crianças brincando de "amarelinha")))
No teatro, as pinturas tomam vida e emitem significados variados.

"O mistério de Charles" de Marcos Gomes - 2006 - Em cena: Fabíola Ramos e Daniel Sommerfeld

Por que os quadros são emoldurados? A moldura os desprende da natureza; ela é uma janela que dá para um espaço inteiramente diferente, uma janela para o espírito, onde a flor pintada não é mais uma flor que murcha, mas uma interpretação de todas as flores. A moldura a coloca fora do tempo. O que uma moldura nos diz? Ela diz: Olhe para cá, aqui você encontra algo digno de ser visto, algo que está fora do acaso e da transitoriedade; aqui você encontra o sentido que dura!

Max Frisch

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Morre Richard Wright do Pink Floyd

Roger Waters; Nick Mason; Syd Barret e Richard Wright em 1967.

A vida passa mesmo...nossos ídolos estão morrendo!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

O Teatro antigamente tinha um pacto com os deuses. Atualmente não passa de uma "mina de finanças".
(de um livro de Jean -Jacques Roubine)

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

As faces de Cacambo!

Quem já assistiu a peça "Otimismo" em cartaz em São Paulo, sabe que o personagem Cacambo (vulgo Celso Melez) tem várias facetas! No espetáculo não podemos entrar em detalhes sobre suas profissões e aventuras, por isso, atendendo a pedidos, mostraremos algumas imagens inéditas sobre a vida do nosso herói!!!


Acima, Cacambo cai na noite em São Paulo, descobre o drink "bomberinho", perde a comanda, o controle, a dignidade e dança ao som do INXS.




Cacambo em 1974, época em que era diretor do Centro Acadêmico de "canto e voz" e perito em tiro ao alvo. Época também em que escreve a sua polêmica tese sobre Bruce Lee, dizendo que pode provar que o astro aprendera a lutar numa gafieira aqui no Brasil.












Aqui, em 1992 quando decide investir numa nova carreira acadêmica. Ao lado de seus professores de cursinho: Castrilo, (professor de informática e viagens aplicadas), e Glauco, (seu instrutor de Tênis).












Cacambo é abordado por fãs na saída de uma delegacia na Noruega. Os fãs oferecem cerveja ao ídolo, mas Cacambo não aceita, diz não poder beber pois tem alergia a lúpulo.






E finalmente no espetáculo "Otimismo", ponto áureo da sua carreira onde segundo o próprio:
_ A galera do Teatro da Curva é fantástica, meu irmão! Eles até autorizam a minha imagem de Jedi na tv!

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

...eles odeiam qualquer um que tenha sucesso...

Na foto: Celso Tourinho; Marauê Carneiro; Ricardo Gelli e Flávia Tápias em cena de "Otimismo".

O teatro tem decepcionado o próprio teatro. Não é novidade que a televisão dita comportamentos e "modas"(isso já há muito tempo), e que uma das buscas do artista é provocar interesse em tirar o sujeito da poltrona confortável de sua casa, e conduzi-lo ao teatro para entretê-lo de uma maneira mais viva, e provocar a reflexão se possível e se quiser. O teatro sobrevive há séculos e muita gente não se dá conta disso. Sobrevive porque é um contato único, imediato e intransferível com o espectador. Acontece ali naquele instante e não se repete nunca mais.
E o teatro vive uma terrível época. Os próprios artistas tem preguiça de teatro. Fomos vencidos pelo que dizemos combater. O artista hoje é ocioso, faz de tudo para não ir ao teatro; não quer desligar o celular na hora de ver um espetáculo, também não está afim de compreender nada nem está disposto a conhecer formas diferentes de teatro. Já senta na platéia procurando defeitos; não quer gostar; não admite o que é bom, por pura inveja ou desconhecimento do que está sendo dito. A união da classe é uma fachada; muitos inclusive, querem fazer teatro como "ponte" para a "Malhação". A “pagação” para supostos “gênios do teatro” fazendo com que o ator se submeta a processos de 2 anos sem ganhar um centavo, tratados como atorzinhos. Endeusando mortais!!! Onde está a dignidade e o respeito???

Domingo fizemos “Otimismo” para 15 pessoas. Foi nosso menor público, mas foi um bom espetáculo. Voltaire produzia textos debochados, cínicos, com piadas inteligentes...reproduzimos o deboche no palco. É isso. É só isso.
As pessoas não tem ido ao teatro, não só no nosso, no de muita gente. Como podemos querer público, se nem os envolvidos diretamente com a profissão, estão interessados em freqüentá-lo?



Outro dia li numa matéria que o filme novo do Batman (O cavaleiro das trevas), aquele com o Heath Ledger, estava sendo um fracasso de bilheteria perto de um outro, o tal retorno da Múmia, sei lá o nome. Eu fui ver o Batman, esperando um Blockbuster convencional. Estava afim de me divertir e é claro, curioso para ver a performance do finado ator fazendo o Coringa. O que eu encontrei foi um filme maravilhoso, com um roteiro perfeito, atores excelentes, e o que é melhor, nada convencional. Não é um Blockbuster, não tem um final feliz e é muito mais complexo do que parece. É uma torta na cara, isso sim! Daí entendi por que o filme não fez tanto sucesso. Porque ele não provoca aquela sensação de descanso que muita gente procura, de pura diversão. Ele vai contra o que o público de um filme de Blockbuster quer ver. Ele tem uma mensagem mais profunda, que muitos não devem entender porque não querem entender. Não estão dispostos a se surpreender. Por isso as pessoas não tem ido assisti-lo. Assim acontece com o teatro também.

O coringa não quer dinheiro, quer o caos!

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Essa saiu no Jornal Spiner!!!

Espetáculo Otimismo em cartaz no Teatro X

Sáb, 09 de Agosto de 2008 14:37 Nanda Rovere

Otimismo fala com humor da vida humana e suas agruras. Fala também da possibilidade de esperança de um mundo melhor, mesmo diante das injustiças.
O humor muitas vezes beira o sarcasmo e a montagem tem momentos mais alegres e outros que incomoda pelo conteúdo tratado.
A apresentação começa meio parada e ganha dinamismo nos momentos em que os personagens ¨disputam¨ quem mais foi vítimas de sofrimento em suas vidas. Na verdade, todos sofrem muito e cada um sente as suas tristezas de maneira única.
O elenco está coeso e alguns atores, como Rui Xavier e Walter Figueiredo, merecem destaque pelo carisma e talento. Apresentam gestos marcantes.
Suzana Alves, famosa pela personagem Tiazinha, se desdobra em diversos papéis e tem boa expressão corporal. Demonstra vontade em se aprimorar como artista, pois realizou curso de teatro e além de atuar assina participação na elaboração do figurino.
O cenário é simples: um painel que possui um mapa, ilustrando as andanças de Cândido. O figurino é adequado às características dos personagens.
O Teatro da Curva, que ficou tempo em cartaz com Medusa de Rayban, de Mário Bortolotto, procura realizar projetos que provoquem reflexão, diversão e chamem a atenção pela atuação dos atores.
Otimismo é atual porque fala da capacidade do homem acreditar no mundo em que vive, mesmo diante de guerras e desrespeito. Para trazer o texto para os dias atuais, os atores fazem comentários sobre a corrupção na política.

www.jornalspiner.com.br

domingo, 10 de agosto de 2008

ELENCO

Da esq. para a dir.: Didio Perini; Mariana Blanski; Celso Tourinho; Suzana Alves; Ricardo Gelli; Walter Figueiredo(frente); Celso Melez; Flávia Tápias; Ralph Maizza e Marauê Carneiro. ((faltou o Rui Xavier que provavelmente estava bebendo um "Frosen" em algum lugar do outro lado da avenida))



SÓ TENHO A DIZER QUE É UM PUTA ELENCO!!





Ah! Esse é Rui Xavier num momento sublime de fama, autografando para fãs na saída do espetáculo "Otimismo", ao lado de Ralph Maizza e Celso Melez:

Ralph_ Por essa você não esperava, hein!!?

Rui_ Gente, isso é o máximo!

Celso_ Deixa eu autografar também, meu irmão!!!










quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Matéria: "Otimismo" no Portal Ciência e Vida!

Voltaire no tablado

Otimismo é adaptado para o teatro e apresenta o olhar sarcástico e irônico da obra original

((Anderson Fernandes))


Voltaire escreveu "Candido ou o otimista", um dos seus textos mais conhecidos e respeitados, depois de passar por uma tempestade de maus acontecimentos em sua vida. A bonança que se sucedeu o inspirou a criar o universo de Cândido e Pangloss, que vivem no melhor dos mundos possíveis.

Porém, somos convidados à presenciar uma série de desgraças no destino do protagonista, que ganha vida nos palcos do Teatro X, no bairro da Bela Vista. O grupo Teatro da Curva transforma as idéias do filósofo em encenação, transportando o mesmo tom irônico visto nas páginas da obra para as falas e gestos dos personagens em cena.

Pangloss, o filósofo otimista, pouco sorri, possui um semblante feio, anda de maneira estranha, mas nunca deixa de acreditar que esse é o melhor dos mundos - mesmo depois de ser enforcado e dissecado. O romance, de apenas um beijo, entre os apaixonados Cândido e Conegundes, também passa pelas piores situações.

A apresentação corporal do elenco resgata a dor dos personagens mais penados, principalmente pelas guerras, retratadas friamente - e porque não fielmente - como permanentes e sem motivo. Martinho é o melhor exemplo. O ator consegue nos tirar boas risadas usando o sarcamos do personagem, que não espera nada do mundo, a não ser o pior dele. O semblante de tristeza é arrebatador, e se une ao caminhar lento, ombros caidos e peito fechado, típico de pessoas que passaram por grandes traumas e com pouca motivação. É o olhar realista que se contrapõe à filosofia de Pangloss, e que resgata Cândido do mundo bucólico que vive.

No final da apresentação, sentimos que algumas das falas adaptadas ao momento contemporâneo - por exemplo, em um diálogo, desenvolvido por Martinho e Cândido, quando temos a retórica pessimista de que os homens sempre serão egoístas, manipuladores, mesquinhos, governadores, senadores... - deixa a sensação de que todos somos, no fundo, otimistas, porém, mesmo desacreditando que esse seja (ou possa vir a ser) o melhor dos mundos possíveis, devemos cultivar o nosso jardim.

OTIMISMO, de Voltaire
Adaptação e Direção: Ralph Maizza
Com: Ricardo Gelli; Suzana Alves; Didio Perini; Flávia Tápias; Celso Melez; Marauê Carneiro; Mariana Blanski; Walter Figueiredo; Rui Xavier; Celso Tourinho e Ralph Maizza.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Elucidação X Risos???



Finalmente "Otimismo" (com versão da Curva!) foi apresentado ao público. Passamos as últimas duas semanas compondo cenário e adereços, e ensaiando até 4hs, 5hs da manhã. Duas semanas puxadas, mas que fizeram a diferença na hora da estréia. Os atores estavam calmos, seguros, sabiam exatamente o que fazer e isso fica transparente no trabalho.

Sábado foi muito bom. Domingo foi maravilhoso!

"Otimismo" é sim engraçado e leve (assim como seu autor), mas de um humor sem "papas na língua". Acredito que todos envolvidos no projeto estão satisfeitos, pois a meses sabiamos onde queriamos chegar...só não sabiamos como o público receberia a peça, e isso é mágico no teatro, pois cada indivíduo se envolve da sua maneira com o espetáculo. Cada um sente e compactua como bem entender.

O mais importante é os atores se divertirem. A equipe se divertindo. E acreditando nas palavras ditas. Que gratificante é saber que as pessoas ali na platéia estão prestando a atenção no texto. Isso é raro no teatro hoje em dia, oras por culpa do ator que não sabe o que está dizendo, oras porque o público não tem saco para prestar atenção. Alugar um filme na Blockbuster cansa menos. Refletir cansa. Não que eu seja um adepto a pseudo-intelectualidade, muito pelo contrário, sempre achei que a vida necessita de pausas (como diria Drummond). Eu monto Voltaire, leve, inteligente e ácido, e continuo adorando os filmes do Charles Bronson!

Serviço:

"Otimismo" - de Voltaire

Adaptação e direção: Ralph Maizza

Com: Celso Melez; Celso Tourinho; Didio Perini; Flávia Tápias; Marauê Carneiro; Mariana Blanski; Ralph Maizza; Ricardo Gelli, Rui Xavier; Suzana Alves e Walter Figueiredo

Onde: Teatro X - Rua Rui Barbosa 399 - Bexiga

Quando - Sábados as 21hs / Domingos as 20hs

Quanto: R$20,00 (R$10,00 meia)

Acesso para deficientes físicos / estacionamento próximo

Foto: Camila Gutierrez

((Na foto: Ricardo Gelli e Celso Melez))

terça-feira, 29 de julho de 2008

...

Ensaio Domingo / corta o aviãozinho/ contorna a tela/ acordo com ECAD/ pinta a tela/ ensaio de madrugada/ acabou a tinta/ logo em baixa resolução/ grava cena/ caretas/ cara feia/ risos/cigarro/ coca-cola/ ensaios produtivos/ ensaios produzindo/ e a cena dos reis???/ vou atrasar/ dor de dente/ dor de garganta/ dor de cabeça/ estica a lona/ escolhe as gelatinas/ e os lampiões???/ colete do Celsão!/ placas ofuscadas/ lei seca/ tempo seco/trouxe o lap-top?/ tira medida/ a deixa da música/ repete a cena/ dorme as 5hs, 6hs ou 7hs/informações no Banner/erro/ pode/não pode/ excesso/ proposta/zona azul/ gasolina/ tá bom/ tá ruim/ ótimo/ leia o conto!/ mapa/punho/barril/cenoura/Shirley Bessey/ valsa/ peso/ ritmo/ posso voltar?/unha pintada/ brinco/sono/ fome/ sede/ e a grana?/que grana?/ festa bem sucedida/festa mal sucedida/ chá preto/ apoio/ e a resposta, quando sai?/ divulgação/ aluguel/ cota/ mostra/ imprensa/ figurino/ irritação/amizade/ confiança/ senadores, deputados, vereadores/ estréia!!

...segunda-feira a gente dorme!

terça-feira, 22 de julho de 2008

"Otimismo" (da teoria à prática)


Cândido ou o otimismo foi um texto que eu achei sem querer. Estava procurando algum texto para adaptar para teatro. Porque eu gosto de fazer adaptações. Lembro que eu estava empolgado com o livro: "O sol também se levanta" de Ernest Hemingway, mas não deu certo. Porque as vezes não dá certo mesmo. Quando você vai adaptar um texto para teatro você tem que ter uma idéia física dele no palco, ou pelo menos uma "sacada" qualquer, senão você morre na praia!




Então eu encontrei Cândido! Se trata de um conto clássico francês. Humor denso e sarcástico! Que trata de um tema universal: hipocrisia. De uma profundidade absurda, e ao mesmo tempo de uma leveza incrível. E ainda de domínio público, (melhor ainda).

A adaptação foi feita em 2005. A Curva leu pela primeira vez em 2006.

Finalmente resolvemos montar, todo um plano foi criado para um trajeto mais confortável, porque esse espetáculo merecia isso. O projeto foi bem escrito, bem revisado, com umas ilustrações fantásticas do Fabiano. Juntamos um elenco formidável. Começamos a pré-produção uns 8 meses antes.

Tentamos apoios mais sólidos; patrocínios; editais e nada! Não conseguimos nada! No final das contas, "Otimismo" foi montado na raça, como todos os outros da Curva. Estamos cansados disso, mas fazer o que se somos viciados no nosso trabalho?

"Otimismo" está aí! Pronto. Mais um trabalho. Como todos os outros, tenho orgulho dele!

Dia 2 de Agosto. Preparem-se.
(((na foto: Celso Melez e Flávia Tápias)))
Foto de Hévelin Gonçalves

quarta-feira, 16 de julho de 2008

E tenho dito!

Respeitável público! Senhoras e sem "dores"!

Venho por meio deste, manifestar com grade furôr;
Madrugadas noites a dentro sem um tento ou credor;
Frio na pele, dor de garganta e tosse por bolor;
Promessas, elogios, pitácos e "eu vou";

Mas...

Protegidos por idéias, boemias e provocações;
Belas atrizes, atores e inquietações;
Risadas, palavras cantigas e imitações;

E...

Com parceiros fiéis dizendo "eu acredito"
O trabalho mais uma vez tá erguido;
A Curva operária leva 10 no quesito;
Estreiaremos dia 2, meu nome é Didio e tenho dito!

domingo, 13 de julho de 2008

Curva no Youtube!

O Fernando Oliveira fez um video bem bacana da nossa 2ª temporada de "Medusa de Rayban"!
Confiram o video no youtube:

http://br.youtube.com/watch?v=k_tbrsc98zg

...e lembrando que "Medusa de Rayban" vai fazer apenas mais duas apresentações na Mostra da Curva: 19/7 e 26/7

Sábados as 00hs00 no Teatro X - Rua Rui Barbosa 399 - R$20,00 (meia R$10,00)

quarta-feira, 9 de julho de 2008

...se é fácil!?



As vezes dá mesmo vontade de parar com tudo. Ou de pelo menos dar um tempo, não produzir mais nada, ficar esperando um convite pra trampar como ator em algum trabalho de algum amigo. Sem grandes responsabilidades. Sem encrenca...


**********

Mas esperar pra ver acontecer sem correr riscos não é uma característica nossa, não da Curva, somos discípulos da teoria/prática de que teatro só se faz fazendo. Ninguém te ajuda de graça. E o "risco" faz parte do tesão.
*********


Só não entendo tanta gente por aí ao nosso redor nos prometendo coisas que não podem ou não querem cumprir, tentando mostrar serviço sem entender que mostrar talento e vocação estão nos menores gestos, e não na promessa de nos elevar financeiramente ou coisa do tipo. A qualidade do teatro definitivamente não está no dinheiro.
Ei, você aí! Eu não tô te pedindo nada! Não fique se justificando. Só deixe a gente fazer nosso trabalho e por favor, não me traga problemas, me traga soluções!
*********
Aqueles que vem para para nos acompanhar numa trajetória sem rumo certo, mas onde aventuras são certezas, esses são bem vindos. Agora, os que querem se promover a nossas custas estão perdendo seu tempo, a gente não tem nada pra oferecer...
*********
Mas de uma coisa eu sei, a gente não fica plantado do lado do telefone esperando alguém convidar pra fazer algum projeto...não temos ataques de "estrelismo" como muito atorzinho por aí; não passamos por cima de ninguém; e não pagamos pau pra ninguém...a gente cria e recria os nossos projetos; a gente faz o que quer e indiscutivelmente, mandamos nos nossos narizes...
SERVIÇO
"Medusa de Rayban" - Sábados as 00hs00 no Teatro X - Rua Rui Barbosa 399 (Até 26/7)
"Otimismo" - Sábados as 21hs/ domingos as 20hs - Teatro X (estréia dia 2 de Agosto)



quarta-feira, 2 de julho de 2008

DIA 2 ESTRÉIA!!!!!


*** Ricardo Gelli; Flávia Tápias; Didio Perini; Marauê Carneiro; Rui Xavier; Suzana Alves; Celso Tourinho; Mariana Blanski; Celso Melez; Walter Figueiredo e Ralph Maizza ***

terça-feira, 24 de junho de 2008

Mudanças

"MEDUSA DE RAYBAN" - Vai continuar aos sábados até 26/7

Nosso amigo querido e ator Walter Figueiredo (BATATA) tá substituindo nosso outro grande amigo Celso Tourinho no Medusa essa próxima semana também.

Sábado agora é a última apresentação do Ilustre Paulo de Tharso e do Murilão. Infelizmente eles não podem continuar. Ambos serão substituidos no mês de Julho, devido a outros compromissos. Acontece...normal!

Daniel Sommerfeld continua se esbaldando e arrebentando o joelho na famosa "dança do Johnny Walker"!!!

Em Julho, Celsão volta da Espanha para fazer mais um mês de Medusa.

E o público continua vindo e curtindo, espero que continue assim...

Serviço:

"Medusa de Rayban" - Texto: Mário Bortolotto Direção: Didio Perini
Onde: Teatro X - Rua Rui Barbosa 399
Quando: Sábados as 00h00
Quanto: 20,00 (10,00 - meia)
Acesso a deficientes físicos
Estacionamento próximo





domingo, 15 de junho de 2008






Estamos assim...



...fazendo teatro sem financiamento de ninguém e sem verbas públicas. ( Why ???)

Tentando pagar todos que compartilham esse nosso ideal maluco, mesmo que seja uma "merreca" muito bem vinda!
Se misturando com grandes atores e técnicos.

Tirando do bolso.

Prejudicados pela boemia e sua necessidade de se expressar pelo barulho.

Abençoados pela boemia.

Com muita gente por aí acreditando no nosso trabalho.

Sendo cobrados...

...cobrando.

"Medusa" vai bem, obrigado!

"Otimismo" vem aí!

O que será melhor, passar por tudo que passamos ou ficar por aí, fazendo nada???

Mas continuamos mandando no nosso nariz...ah, disso eu tenho certeza!!!

domingo, 8 de junho de 2008

Bastidores 2

Paulo_ Ô Ralph! Agradece o salgadinho do Marajá no final do espetáculo. Ele tá apoiando a gente...olha só, salgadinho fresquinho meu!


Ralph_ Beleza, Picanha!


Murilo_ Cadê as fotos do Paulo Coelho?


Paulo_ Picanha não, meu nome é Paulo!


Ralph_ Beleza Paulo!


Gelli_ Esse espetáculo não tem como não se divertir!


Celsinho_ Meu sobrinho vai trazer 40 pessoas hoje, meu irmão!


Paulo_ Ô Daniel! Lembra o Ralph pra agradecer o salgadinho do Marajá que tá apoiando a gente.


Didio_ Seu sobrinho trouxe oito pessoas Celso.


Celsinho_ Ah, oito é!? (Pausa) Mas semana que vem ele vai trazer mais 40, meu irmão!


Daniel_ Cadê a vassoura?


Didio_ Como cadê a vassoura? Você quebrou a vassoura!


Paulo_ Celsão, não deixa o Ralph esquecer de agradecer o Marajá no final.


Daniel_ Mas não tem outra vassoura?


Gelli_ Pra você quebrar?


Paulo_ Rapaziada! Não esqueçam de agradecer o Marajá no final da peça!


Todos_ Tá bom, Picanha!

Serviço: "Medusa de Rayban" - Sábados 24hs!!- Teatro X - Rua Rui Barbosa 399
R$20,00 (meia R$10,00) Apoio: Salgadinho do Marajá!!!

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Personalidades da Curva


Nome: Anderson Perini Milara (vulgo Didio Perini)


Profissão: Ator, Produtor, diretor e bêbado


Bebida preferida: Breja!


Comida preferida: Breja!


Especialidades: Quebrar copos de cerveja em cabines de luz enquanto opera o som.


Trabalhos como diretor : "Medusa de Rayban" (2006/2008) ; "Fica Frio" (2007); "21" (2007) entre outros.


Comunidade no Orkut: Gente, desculpa pelo Didio!


Onde encontrá-lo: Sábados 24hs no Teatro X, operando o som e/ou quebrando copos e/ou impedindo o Picanha de beber antes da peça, e/ou chamando a atenção do Daniel pela marca e/ou texto errado.


Serviço: "Medusa de Rayban" - texto: Mário Bortolotto - Direção Didio Perini

Teatro X- Rua Rui Barbosa 399 - Sáb 24hs!!

(R$20,00 - R$10,00 meia)

Acesso a deficientes físicos.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

UM BANDO

A parceria foi selada. Os grupos Teatro da Curva; Excessiva Companhia; Cia Teatro X e Núcleo 1408 estão trabalhando juntos num mesmo lugar, com o mesmo objetivo: fazer teatro! Ou criar um espaço onde manifestações artísticas aconteçam sem depender exclusivamente dos "olhos" da grande mídia, que funcione por sí, buscando recursos também em outras parcerias que estão logo alí, no próprio bairro e suas inclinações culturais. Muito mais próximo do que se imagina.

Eventos estão sendo criados para divulgar e recuperar o espaço (que fica na Rui Barbosa 399).

As idéias são inumeras. Festa Junina, cabaré, leituras com a nova dramaturgia contemporânea, além é claro, dos espetáculos das companhias em cartaz. Estrearemos "Otimismo" de Voltaire em Agosto. Estamos com "Medusa". Tem a peça do Paulo Fabiano...puro Dostoiévski. Tem as meninas fazendo ABO - A travessia de Ilana. Tem desconto na utilização de um canhoto de uma peça para outra. Tem teatro!

Não é fácil movimentar um espaço que está mais conhecido pelo seu bar do que pelo seu teatro...mas isso já está mudando, nas últimas três semanas já mudou muito graças ao trabalho de todos envolvidos no projeto, direta ou indiretamente.

A abertura oficial do projeto acontece agora no final de Junho. Mas as coisas já estão acontecendo há algum tempo...

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Dicas da Curva!


Pensando no meu trabalho como diretor de teatro, onde utilizo o cinema como base para composição de "quadros",pesquisa e como inspiração para os atores, e pensando no trabalho da Curva que também sempre teve essa base, nada mais justo do que indicar alguns filmes influentes nesse blog...segue o primeiro deles!!
"MUITO ALÉM DO JARDIM"
Direção: Hal Ashby
Sinopse: Chance (Peter Sellers) é um simplório jardineiro que nunca antes havia deixado a residência de seu patrão, até o dia em que este morre. Tudo o que ele conhecia sobre o mundo foi deturpado pela imagem da televisão. Agora que deve enfrentar pessoalmente o fato de ter que se virar sozinho, um homem de negócios muito influente acaba achando que ele é um gênio.
Peter Sellers é com certeza um dos melhores e mais problemáticos atores por quem eu tenho uma enorme admiração. Seu trabalho em "Muito além do jardim" é no mínimo perfeito! O roteiro e a direção também são ótimos nesse filme que é simplesmente belíssimo!!


segunda-feira, 26 de maio de 2008

Bastidores

Paulo_ Passa o texto comigo Daniel?

Ralph_ Cadê o Celsão?

Daniel_ Eu sei, eu sei...é que eu não estava enxergando nada.

Didio_ Olha cara, o Ralph e o Murilo colocam o sofá, e você e o Celso tiram!

Celsinho_ Semana que vem vou trazer umas 20 pessoas do meu trampo pra assistir.

Ralph_ Não era essa semana?

Paulo_ Passa o texto comigo Gelli?

Murilo_ Essa cachaça é boa!

Tiê_ Pô, o Daniel quebrou a vassoura.

Ralph_ Quebrou a vassoura? Ô Didio, o Daniel quebrou a vassoura.

Didio_ Quebrou a vassoura? Ô Daniel, você não pode quebrar a vassoura!

Paulo_ Passa o texto comigo Celsão?

Celsinho_ Um cara acabou de me chamar pra fazer um curta, meu irmão!

Didio_ Meu copo caiu!

Paulo_ Rapaziada! Me ajuda a bater o texto!?


"Medusa de Rayban" - Sábados - 24hs - Teatro X - Rua Rui Barbosa 399

domingo, 18 de maio de 2008

"Start"



Iniciamos a Mostra.

Tava frio...

O espetáculo foi bom.
Erros graves não houveram. Um barulho na coxia numa transição, um objeto de cena que não estava no lugar, mas foi tudo bem e o público pareceu gostar.

O Daniel trouxe um Ballantines pra depois da peça.

O Murilão trouxe a familia.

Eu estava com uma puta tosse, mas a "drena" do espetáculo faz você ficar bom na hora!

O importante é que demos um "start" na nossa Mostra.

_ Precisamos fazer mais vezes! (Diz o personagem de Paulo de Tharso).

Sim, precisamos com certeza...sábado que vem tem mais!


Na foto: Ralph Maizza e Celso Tourinho
Serviço:
"Medusa de Rayban"
texto: Mário Bortolotto
direção: Didio Perini
com: Celso Melez; Celso Tourinho; Daniel Sommerfeld; Murilo Salles; Paulo de Tharso; Ralph Maizza e Ricardo Gelli
onde: Teatro X - Rua Rui Barbosa 399
quando: sábados 24hs!
quanto: R$10,00 (meia) R$20,00 Inteira


quinta-feira, 15 de maio de 2008

Nota sobre "Medusa"

Quando Mário Bortolotto escreveu Medusa de Rayban, em 1996, sua intenção era levar para os palcos uma montagem que trouxesse na sua raiz algumas características das histórias em quadrinhos, seja pelo impacto do texto, ou pela agilidade das cenas, sempre fragmentadas, mas que, ao final, juntas, formam uma história de peso. E foi isso o que ele fez com o seu grupo, o Cemitério de Automóveis, aliás, foi com esse espetáculo que ele começou a ganhar notoriedade. Agora, dez anos depois, Medusa de Rayban volta aos palcos com o jovem grupo Teatro da Curva. Com direção de Didio Perini, Medusa aborda a vida de homens que já fizeram as suas escolhas e não vão lamentar por elas e, sinceramente, por nada. Sabendo disso, basta você sentar na cadeira e deixar que o matador profissional Jack Daniels (interpretado por Ralph Maizza) lhe conte sua história de abandono e alienação com o mundo. Que o também matador Johnny Walker conte sobre a necessidade de motivação para matar; ou que o iniciante na profissão Baby Face busque sua inspiração para um assassinato teatralmente convincente. Há também Haroldo, um garoto que tenta se vingar de sua própria falta de coragem contratando um assassino para dar fim à vida do seu pai. Há de se prestar atenção em Dinamite, que conta a história de Medusa (na mitologia ela transforma em pedra quem a encara) e dispara: “se você for ver Medusa, vá de óculos espelhados”. Destaque para Paulo de Tharso, vulgo Picanha, que nessa, que é sua segunda peça, é responsável por três personagens, interpretados com uma intensidade de quem consegue passar confiança no palco, sem velhos clichês de atores. Muitos dizem que Medusa de Rayban é uma maneira de Bortolotto abordar a banalização da violência. Acho, pelo contrário, que é uma forma lúcida de falar de pessoas que não têm nada, que vivem sem esperanças ou medos, que preferem a companhia de um vagabundo a um almoço com uma família burguesa. Homens que uma jaqueta de couro e óculos escuro são capazes de escondê-los do dia e protegê-los nas noites de desesperança.

Por Gustavo Ranieri (9/2006)

Serviço:

"Medusa de Rayban"

texto: Mário Bortolotto

Direção: Didio Perini

Com: Celso Tourinho; Celso Melez; Daniel Sommerfeld; Murilo Salles; Paulo de Tharso; Ralph Maizza e Ricardo Gelli

Onde - Teatro X - Rua Rui Barbosa 399 - Sábados 24hs! ((Estréia 17/5))

Quanto: R$10,00 (meia)

terça-feira, 13 de maio de 2008

...e ele conseguiu finalmente ir para Londres!



Eu e o Daniel (Sommerfeld) conhecemos o Fabiano num grupo de teatro no ano de 2000. Achamos ele paranóico e esquisito de cara...mas um ator talentoso também e de coração bom. Tornou-se um amigo confiável, fiel. Participou das primeiras reuniões da Curva ainda em 2002. Na montagem de "A bola da vez" participou de 3/4 do processo, (mas infelizmente não pode fazer o espetáculo por motivos pessoais). Graças a ele conhecemos o Didio (Perini) , que se integrou ao grupo nessa mesma montagem no lugar dele. Dalí pra frente, fez a cenotécnica, composição de adereços e figurinos para quase todos os trabalhos da Curva. Trabalhou como ator em "Medusa de Rayban" e em "O mistério de Charles"; operou som em "Noite na Taverna"; fez a diagramação do projeto"Otimismo", (e iria estreiar essa peça em Julho como ator se não tivesse surgido essa oportunidade de ir fazer pós em cinema em Londres), enfim, devemos muito a esse irmão que a vida e a carreira nos proporcionou.

Lembro e confesso que sempre chamamos o Fabiano de "sovina" e "folgado", já que por diversas vezes e por diversos anos, nunca quis tirar dinheiro do bolso pra nada. Se pudesse, fumava o nosso cigarro, tomava nossa cerveja e usava o nosso casaco para não gastar o dele...porém hoje entendo que esse cara juntou dinheiro durante anos por um propósito muito maior, o de se aperfeiçoar e expandir na profissão. Ele sempre disse que um dia ia, e a gente nem dava bola. Determinação é uma qualidade soberana. Pois bem, agora ele vai mesmo, passar talvez uns dois anos lá, e o que posso dizer é que vou sentir muita saudade desse "Membership golden plus" da Curva, que estou muito orgulhoso da decisão dele, e que desejo em nome da Curva , muita sorte em tudo que ele almeja conquistar daqui pra frente. E quando você voltar Preá véio...projetos irão rolar!!!

"Mire na lua. Mesmo que você erre, cairá entre as estrelas!" - Les Brown

sexta-feira, 9 de maio de 2008

5 anos de Curva



Nos reunimos em Maio de 2003. Talvez até antes.
Nosso primeiro espetáculo foi em Novembro de 2003 e chamava-se "A bola da vez", idéia do Marcos e escrita por ele e por mim. De lá pra cá, aprendemos tudo sobre teatro na raça...geralmente é assim para grupos como o nosso, aprende-se fazendo. E se ferrando muitas vezes.
Em 2008 comemoramos 5 anos. Nossa idéia é reviver algumas estórias, por isso vamos começar uma Mostra, que deve durar algum tempo, talvez um ano, sei lá! Tomara que dure um ano.
O "start" vem com Medusa de Rayban, que estreará dia 17/5 no Teatro X, porém temos muita vontade de remontar outras como "O Pronunciamento" e "A bola da vez", além de estrear "Otimismo", de Voltaire, em Julho. Estamos na "pegada"! Por hora é isso...

Trabalhos

"A bola da vez" - de Marcos Gomes e Ralph Maizza - Direção de Ralph Maizza - 2003(foto)

"O pronunciamento" - de Marcos Gomes - Direção de Ralph Maizza - 2004

"Noite na Taverna" - de Álvares de Azevedo - adaptação e direção Ralph Maizza - 2005 /06/07

"Medusa de Rayban" - de Mário Bortolotto - direção de Didio Perini - 2006

"O mistério de Charles" - de Marcos Gomes - direção de Ralph Maizza - 2006

"Fica Frio" - Uma road peça -de Mário Bortolotto - direção de Didio Perini - 2007

"Otimismo" - de Voltaire - adaptação e direção: Ralph Maizza - (estréia prevista para julho)








quarta-feira, 7 de maio de 2008

"Medusa de Rayban"

Em 2006, o Teatro da Curva montou "Medusa de Rayban" de Mário Bortolotto. Na época, resolvemos montar dois textos ao mesmo tempo e com custo quase zero (pois estavamos sem grana mesmo). E assim montamos "Medusa" e "O mistério de Charles" de Marcos Gomes. As duas produções juntas não gastaram mais de R$800,00. O custo foi baixo mas o resultado foi bem satisfatório. O Mário confiou no nosso trabalho. O público aprovou nossa versão frenética de "Medusa de Rayban". A gente se divertia bastante com "Medusa". A gente se diverte com "Medusa", por isso vamos voltar a "encará-la" a partir do dia 17/5, abrindo nossa mostra de 5 anos de Curva!!

Serviço:

"Medusa de Rayban"

Texto: Mário Bortolotto

Direção: Didio Perini

Elenco: Celso Tourinho; Celso Melez; Daniel Sommerfeld; Murilo Salles; Paulo de Tharso; Ralph Maizza e Ricardo Gelli.

Foto: Davi Tavares

Onde: Teatro x - Rua Rui Barbosa 399 - Sábados 24hs - a partir de 17/5.

R$10,00 (meia)

terça-feira, 6 de maio de 2008

"Curva on line"


Virtuais, porém não menos intensos!!!